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Oitenta anos atrás, o Manifesto dos pioneiros da educação nova, que lançou as bases para uma escola pública de qualidade no Brasil, foi publicado. O documento, que até hoje serve de referência para a busca por melhorias no ensino, é simples ao mencionar o professor: "De todas as funções públicas, a mais importante". De 1932 par cá, entretanto, a carreira vem se tornando cada vez menos atrativa. Salários pouco expressivos, formação inadequada para encarar a sala de aula e falta de condições de trabalho formam o problema que o governo, nas três instâncias, precisa enfrentar.

"Não há dúvidas de que qualquer iniciativa que desconsidere a valorização do professor será incapaz de mudar o atual quadro da educação", afirma Romualdo Portela, professor de política educacional na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com ele, o primeiro objetivo é garantir uma boa formação. "Vivemos um ciclo perverso, em que o aluno de baixo rendimento no ensino médio, formado geralmente pelo ensino privado de baixa qualidade, é o que vai para a sala de aula ser professor, perpetuando o ciclo", afirma.

A formação defasada do professor brasileiro pode ser atestada por números. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação (MEC), revelam que um em cada quatro docentes não tem a formação de nível superior. Apesar das iniciativas do governo federal, que oferece cursos de graduação e de aperfeiçoamento de professores, o número de matriculados ainda é baixo: cerca de 175 mil - aproximadamente 30% da quantidade de docentes sem o terceiro grau. Além disso, o índice de desistência é alto, aponta Heleno Araújo, dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que atua em Pernambuco.

"A média é de 32% de desistências em Pernambuco nos cursos da Plataforma Paulo Freire, para professores que não têm o nível superior. Entre as principais causas, está o fato de as aulas presenciais, quinzenalmente, serem em polos distantes de algumas cidades. Muitas vezes, o professor não tem nem dinheiro para o transporte. Outra coisa é o tempo. Como eles não são liberados de suas escolas, alguns não conseguem conciliar", diz Araújo. O MEC não soube informar o índice de abandono dos cursos ofertados aos professores.

Exercício de fé

Apesar das dificuldades, há professores brasileiros com fé na profissão. Uma pesquisa realizada em 2010 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) revelou que 50% afirmaram que fariam a mesma escolha se pudessem voltar no tempo. A professora do ensino infantil Juciane Melo Cipriano, 44 anos, está nessa parcela. A realidade, muitas vezes desestimulante, não tirou o idealismo dos olhos dela. Ao falar dos desafios da profissão, que ela exerce há 25 anos, a voz embarga e os olhos enchem de lágrima. "Eu sou apaixonada pelo que faço, principalmente, porque consigo ver o resultado na vida da criança. O professor enfrenta obstáculos, mas com paixão a gente não desiste. Se você não acredita, melhor escolher outra profissão", afirma.

A receita de sucesso para fazer a diferença em sala de aula segue três passos simples: escutar, conhecer e conquistar o aluno. Apesar do otimismo, Juciane reconhece que o ensino no país ainda precisa avançar muito. Entre as críticas, a recém-eleita diretora da Escola Classe 111 Sul aponta problemas na infraestrutura dos colégios e na remuneração dos docentes. "Falta valorização da carreira. O professor não é visto da mesma forma que os outros profissionais com ensino superior. O próprio docente nem sempre se valoriza."

"De todas as funções públicas, a mais importante"

Referência ao papel do professor, segundo o Manifesto dos pioneiros da educação nova, lançado em 1932

"Vivemos um ciclo perverso, em que o aluno de baixo rendimento no ensino médio, formado geralmente pelo ensino privado de baixa qualidade, é o que vai para a sala de aula ser professor, perpetuando o ciclo"

Romualdo Portela, professor de política educacional

Duas perguntas para Cesar Callegari, secretário de Educação Básica do MEC

O que pode ser feito para melhorar a formação do professor no Brasil?

É verdade que muitos dos que dão aulas nas diferentes áreas do conhecimento, como matemática, português e biologia, não têm formação adequada, não estão licenciados para isso. É um grande desafio, que precisa ser enfrentado. Já passaram 300 mil professores nos últimos cinco anos pelos programas Pró-Letramento e o Gestar, do MEC. Os grandes investimentos que serão feitos, de agora em diante, serão voltados à valorização do professor, pois precisamos atrair para o magistério os melhores entre os melhores, para termos uma educação de qualidade no Brasil.

E a questão salarial?

O estabelecimento do piso nacional é mais uma medida que tende a tornar a carreira do magistério atraente. Somos favoráveis, não apenas pela questão salarial, mas porque trata de um plano de carreira para os profissionais. Sabemos da dificuldade de estados e municípios e suplementamos, quando necessário, os recursos para a educação dos entes por meio do Fundeb. Acredito que estamos construindo uma série de motivações para parcelas significativas da juventude passarem a considerar a carreira de professor como uma opção real de vida e de trabalho. Hoje, a opção pelo magistério é secundária.

A polêmica que envolve o piso

Para promover a valorização do profissional, foi instituído, em 2008, o piso nacional da educação, hoje calculado em R$ 1.451. Mas sindicatos e governos vivem em pé de guerra por conta dos reajustes, indexados à atualização anual do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) - de 22% em 2012. Com isso, estados e municípios se dizem sem condições de pagar. Já existe, inclusive, um projeto de lei no Congresso Nacional para mudar a forma de reajuste do piso, passando a ser alterado pelos índices da inflação.

"É preciso modificar, de fato, esse cálculo, caso contrário, ficará mesmo inviável as prefeituras e os estados pagarem. Mas, enquanto isso não ocorre, as categorias vão reivindicar seu direito, é legítimo", afirma Carlos Eduardo Sanches, ex-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e integrante do Conselho Estadual de Educação do Paraná. Para Heleno Araújo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o piso é fundamental para promover a valorização do docente. "É claro que há outras demandas, mas salário é importante para qualquer carreira." Ele cita pelo menos dois estados que não estão pagando o piso: Rio Grande do Sul e parte de Minas Gerais. (RM e PF)

 Fonte: Correio Braziliense


  Alagoas

Sinteal cobra pendências no município de Palestina

Uma reunião realizada entre a presidenta do Sinteal, Célia Capistrano, e a secretária adjunta de educação de Palestina nesta terça-feira, 21, discutiu os pontos pendentes em relação a servidoras/es da educação daquele município.

Na pauta, o sindicato cobrou uma definição de data permanente para o pagamento, o enquadramento de professoras/es e funcionárias/os em relação a mudança de nível e mudança de classe, a definição do pagamento dos 15 dias de férias (que deveriam ter sido pagas em 30/07), confirmação de pagamento do rateio definido anteriormente para agosto e setembro, e a organização da rede para aplicação da lei que prevê 1/3 de hora-atividade extra-classe.

O Sinteal cobra o cumprimento urgente das questões negociadas. Segundo Célia Capistrano, será encaminhado um ofício formalizando o que foi discutido.

 

   Goiás

Luziânia: prefeitura descumpre acordo e professores entram em greve

Os professores de Luziânia paralisaram as atividades a partir desta segunda-feira (27), por tempo indeterminado. O motivo é o não pagamento da data-base, vencida em maio e prometida para agosto, mas que não foi paga.

Os administrativos, que tiveram reajuste em janeiro, também aderiram ao movimento, em apoio aos professores. Segundo a presidenta da Regional do Sintego de Luziânia/Valparaíso, Jalmerinda de Fátima Nunes, lei municipal garante a data-base dos professores no mês de maio, com um índice mínimo de reajuste de 4,88%.

Em Assembleia, a categoria aprovou um índice de 6%, aceito pelo prefeito Célio Silveira, que condicionou o pagamento na folha de agosto.

Entretanto, no último dia 16, os trabalhadores foram informados que não iriam receber nada.

"A categoria aceitou a proposta da prefeitura de pagar a data-base em agosto mas, para nossa surpresa, fomos chamados e avisados de que a reposição não será feita e não teremos o reajuste a que temos direito. Não tivemos outra alternativa, senão a greve", informa Jalmerinda Nunes.

Rede

A rede municipal de ensino de Luziânia conta com mais de 72 escolas, urbanas e rurais; 1.100 professores; e 23 mil estudantes.

Agenda da greve

Terça-feira (28) - passeata no centro da cidade

Quarta-feira (29) - acampamento na porta da prefeitura

Quinta-feira (30) - Assembleia Geral

 

   Maranhão

Candidatos de Santa Inês assinam carta-compromisso com a educação

A eleição de candidatos comprometidos com a educação pública é um tema de grande importância para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma). Pensando nisso, o presidente do sindicato, Júlio Pinheiro, cumpriu, neste final de semana, sábado (17), uma extensa agenda de reuniões com candidatos a vereadores e prefeitos, em várias regiões do estado.

Em Santa Inês, na região do Vale do Pindaré, atendendo a convite, Júlio Pinheiro reuniu com o candidato à prefeitura da cidade, Ribamar Alves (PSB); o candidato a vice-prefeito, Fernando Antônio, na chapa de Sirino Rodrigues (PV), além de outros candidatos a vereadores, como Zuila Silva (PC do B), coordenadora licenciada do núcleo do Sinproesemma no município.

Uma carta compromisso foi apresentada aos candidatos, que foi assinada por todos, firmando o propósito de dar encaminhamento às reivindicações da pauta da educação pública, que inclui, prioritariamente, a valorização dos profissionais da educação, com melhores salários e condições de trabalho, assim como a educação de qualidade, com maior investimento do Poder Público.

Na ocasião, o presidente do sindicato, Júlio Pinheiro, explicou a importância de cobrar o compromisso político com a educação no Maranhão para mudar os atuais indicadores educacionais que colocam o ensino público do estado entre os priores do Brasil. Na reunião, foi feita uma avaliação dos índices do IDEB de 2012, nos quais constata-se que o município de Santa Inês está abaixo da média nacional.

 

   Mato Grosso

Sintep/MT analisa propostas de candidatos a prefeito em Mato Grosso

Com intuito de discutir melhorias para a educação e também avaliar as propostas dos candidatos a prefeito, representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) realizam, até o dia 7 de setembro, Encontros Municipais nas subsedes do Estado.

Segundo o secretário de Comunicação do Sintep/MT, Gilmar Soares Ferreira, a realização dos seminários é uma deliberação do Conselho de Representantes, realizado nos dias 4 e 5 de agosto. Em Várzea Grande, por exemplo, o encontro acontece na próxima quarta-feira (29), às 14 horas, no Rosane Miranda Buffet.

Além das discussões, será apresentada uma carta-compromisso com itens relacionados a educação. Entre os apontamentos estão questões trabalhistas e de administração, como: melhorias em escolas, incentivo à carreira docente, correta aplicação de recursos, análise sobre o inchaço em folhas de pagamento, comprometimento com o processo pedagógico, entre outros.

O documento terá assinatura dos candidatos e também dos respectivos vice-prefeitos. A carta foi elaborada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e Sintep/MT. O modelo está disponível no site do Sintep/MT e cada subsede tem autonomia para readequá-lo de acordo com a demanda local. A orientação é que os representantes do Sintep/MT organizem os encontros individualmente e convoquem os pretendentes à majoritária.

 

   Mato Grosso do Sul

Posição da FETEMS em relação ao IDEB

A FETEMS parabeniza todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação de Mato Grosso do Sul pelo desempenho que o Estado obteve no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 2011, divulgado na última semana. Porém, não poderíamos deixar de expor a visão do movimento sindical em relação à maneira como são realizadas as pesquisas dos índices de qualidade educacional.

Os índices em Mato Grosso do Sul superaram as metas previstas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) para o ano de 2011, nas séries iniciais e no ensino fundamental. A meta nacional é de 3,7. Dados divulgados na última terça-feira (14), apontam que a nota total do MS foi de 3,8, subindo 0,1 na meta definida para 2011 pelo MEC.

A rede privada de ensino conquistou a maior nota, com 5,5 e tinha a meta de 6,0. Já a rede estadual deveria conquistar a média de 3,2 e conquistou 3,5 na avaliação do ano passado. Já as escolas de Ensino Fundamental, de acordo com o levantamento, entre as turmas de 1º e 4º ano Mato Grosso do Sul, a nota total foi de 5,1, acima da meta definida de 4,4.

Isso significa um indicativo de avanço na melhoria da qualidade do ensino em MS, para os quais vários fatores contribuem. Acreditamos que os Profissionais em Educação são os principais responsáveis por essa conquista. São eles que no dia a dia fazem o ensino e a aprendizagem acontecer. É a comprovação do compromisso e da dedicação da categoria com a qualidade da Educação pública sul-mato-grossense.

 

   Paraná

APP convoca para assembleia, mobilização e paralisação

Dia 30 de agosto já uma data tradicional para a entidade. Todos os anos há uma passeata que relembra o dia em que Álvaro Dias atacou a manifestação dos professores com bombas e cavalos, em 1988.

Mas neste ano, a data coincide com o prazo dado ao governo para resolver as pautas da categoria. Por isso, além de paralisação e passeata, haverá uma grande assembleia para que a categoria analise e vote as próximas ações.

"Se o governo não resolver o reajuste dos professores e funcionários e o plano de carreira, nós vamos entrar em estado de greve", adianta a presidenta Marlei Fernandes de Carvalho, que sintetiza o que foi discutido com todos os núcleos sindicais na reunião extraordinária do Conselho Estadual no sábado (18).

Confira o calendário:

28/08 - panfletagem com carta aos pais e à comunidade explicando os motivos da paralisação

29/08 - Aulas de 30 minutos com debates nas escolas

30/08 - PARALISAÇÃO, PASSEATA E ASSEMBLEIA

A assembleia será às 14h30 na Sede Social do Paraná Clube (Av. Pres. Kennedy, 2377, entrada pela Rua São Paulo, bairro Guaíra).

 

   Pernambuco

Conferência Educacional discute políticas públicas em Pernambuco

As políticas educacionais adotadas em Pernambuco tomaram conta dos debates da XII Conferência Educacional do Sintepe, realizada de 22 a 24 de agosto no Hotel Villa Hípica, em Gravatá.

O tema, que teve o objetivo de discutir a estrutura educacional do estado, contou com a participação do Presidente do Sintepe, Heleno Araújo, e do Secretário Estadual de Educação, Anderson Gomes.

O chefe estadual da pasta de Educação começou a sua fala dando ênfase ao resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica 2012 (Ideb). Segundo ele, a situação do estado melhorou sensivelmente, mas ainda não é a ideal. Anderson Gomes ressaltou que a melhora na educação também passa pela participação dos trabalhadores do setor, que devem estar atentos às mudanças.

"Nós estamos prestes a entrar na discussão sobre a reforma do Ensino Médio. Contudo, devemos ter cuidado com essa reforma, para não cometermos os mesmos erros do passado. Se mexermos com o Ensino Médio, modificaremos o Ensino Fundamental. Então é importante que os trabalhadores em educação participem dessa mudança. Para isso é preciso estar sempre atento ao Sindicato, e nós da Secretaria de Educação também estaremos presentes", prometeu o Secretário.

Já o Presidente do Sintepe, Heleno Araújo, foi taxativo e criticou a postura do Governo do Estado em relação às políticas educacionais. "Os documentos do governo estadual apresentam que uma das diretrizes seria tratar a política educacional como política de estado, mas quando pegamos o Plano Estadual de Educação, vemos que as metas estabelecidas não estão sendo cumpridas", destacou.

Segundo Heleno Araújo, dos quatro eixos estabelecidos pelo governo, apenas o que trata da estruturação dos indicadores da rede está sendo mantido. Além disso, na opinião dele, uma das metas que atrapalham o rendimento escolar é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. "O Ideb não dá conta de avaliar a educação básica. Utilizar um índice que avalia apenas Português e Matemática é desrespeitar os trabalhadores em educação que ministram outras disciplinas. Precisamos encontrar outra forma de avaliar a educação, pois existem diferenças na estrutura educacional de todos os lugares", defendeu.

Com o fim do discurso dos dois participantes, os trabalhadores entraram na discussão. Em um debate aquecido, o secretário Anderson Gomes foi sabatinado por diversas perguntas. Por mais de uma hora, ele respondeu perguntas que foram desde a questão estrutural das escolas às eleições para gestores das unidades de ensino da rede pública. Em todas as situações que vão de encontro ao que a secretaria de educação tem feito, o chefe da pasta alegou que as questões estão sendo negociadas junto ao governo do estado.

 

   Rio Grande do Norte

Direção do SINTE-RN cobra pagamento dos concursados

Os concursados da rede estadual que foram convocados estão trabalhando há quatro meses sem receber nenhuma remuneração, mesmo havendo cumprido todo processo burocrático exigido.

A direção do SINTE-RN vem cobrando agilidade do governo no processo de pagamento desde a convocação desses profissionais. “Não dá para acreditar nas incoerências do governo. Existe um descompasso de informações e encaminhamentos e quem paga a fatura é o trabalhador”, critica a coordenadora geral Fátima Cardoso.

Para a sindicalista não é a burocracia que atrapalha, é uma ação deliberada de governo que, em plena modernidade, age com desrespeito aos profissionais.

Apesar do compromisso de aproximadamente 300 professores serão pagos ainda neste mês, assumido pelo secretário adjunto, o SINTE-RN mantém a guarda em torno do processo em tramitação. “Iremos continuar cobrando, sendo vigilantes e denunciando o descaso do governo com a população e com os trabalhadores”, disse Fátima Cardoso.

 

   Rio Grande do Sul

Campanha do CPERS denuncia a falta de palavra do governo Tarso

O CPERS/Sindicato dá sequência à campanha de denúncia contra o não cumprimento pelo governo do estado da lei do piso, pelo sucateamento da educação pública na rede estadual e pela não inclusão de todos os funcionários de escola no plano de carreira.

A campanha começou com a distribuição, no estado, de outdoors. Em Porto Alegre, as peças podem ser encontradas nas avenidas Princesa Isabel, Nilo Peçanha, João Wallig, Senador Tarso Dutra, Terceira Perimetral, Ipiranga, Sertório, Bento Gonçalves, Severo Dullius, Castelo Branco, Augusto de Carvalho, Perimetral, Siqueira Campos, Manoel Elias, entre outros pontos.

No interior, outdoors foram colocados em Pelotas, Rio Grande, Uruguaiana, Alegrete, Santana do Livramento, Bagé, Camaquã, Guaíba, Canoas, Gravataí, São Leopoldo, Guaporé, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Estrela, Carazinho, Passo Fundo, Palmeira das Missões, Erechim, Santa Rosa, Santo Ângelo, Três Passos, Três de Maio, Frederico Westphalen, Santiago, São Borja, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Cachoeira do Sul, Taquara, Osório, Vacaria, Lagoa Vermelha, Montenegro, Cruz Alta, Soledade, Ijuí, São Luiz Gonzaga, Cerro Largo e São Gabriel.

A campanha ainda conta com a distribuição de cartazes, na capital e no interior. Numa segunda etapa, serão feitas intervenções urbanas.

Ao retirar da pauta de votação o Projeto de Lei 267/2011, que garantia a inclusão de todos os funcionários no plano de carreira, o governo deu mais uma demonstração de que não cumpre o que diz, escreve e assina.

 

   Rondônia

Plano de Carreira de Educação é aprovado na Assembleia Legislativa

A Assembleia Legislativa de Rondônia aprovou na tarde desta terça-feira, dia 21/08, o Projeto de Lei Complementar do novo Plano de Carreiras Cargos e Salários dos Profissionais da Educação, em votação que entrou pela noite. Aprovada em dois turnos em sessão extraordinária, a nova lei recebeu o número de Lei Complementar nº 89/2012, e segue agora para ser sancionada pelo governador Confúcio Moura.

O Projeto de Lei foi encaminhado à Assembleia Legislativa na última sexta-feira (17/08) através da Mensagem nº 185, entregue no Gabinete da Presidência da ALE pelo secretário Chefe da Casa Civil, Juscelino Moraes do Amaral. A sessão desta terça-feira contou com a presença de 20 deputados estaduais e o Projeto de Lei foi aprovado por unanimidade.

A direção do Sintero e muitos trabalhadores em educação lotaram a galeria da Assembleia Legislativa para acompanhar a sessão. O presidente da ALE, deputado Hermínio Coelho, abriu a sessão ordinária e foi feita a leitura das matérias que seriam apreciadas. Ele determinou que as comissões providenciassem com urgência seus respectivos pareceres sobre o Projeto de Lei. Após cumprir a sua função, a sessão ordinária foi encerrada, e foi aberta a sessão extraordinária para a votação dos projetos.

“Esse momento traduz o resultado da união e da luta dos trabalhadores em educação, e da atuação do Sintero em defesa da categoria. Essa vitória é dedicada a todos aqueles que acreditam na luta, aos que estiveram nas ruas, nas passeatas, na greve e a todos aqueles que torceram para que chegasse esse momento”, disse Manoel.

 

   Roraima

Governo de Roraima paga salário de fome aos servidores

Os servidores de apoio da educação pública são: os merendeiros, cozinheiros, porteiros de escolas, vigias de escolas, jardineiros de escola, assistentes de alunos, auxiliares de secretaria de escola, secretários escolares, assistentes e auxiliares administrativos, e demais trabalhadores de apoio da Secretaria de Educação do Governo de Roraima.

Estes servidores quando ingressaram através de concurso público no ano 2003 o que recebia menor salário, recebia 02 (dois) salários mínimos equivalente hoje a R$ 1.244,00 reais. O Governo congelou o salário dos servidores concursados e hoje ele paga um salário de fome no valor de R$ 537,27 reais aos trabalhadores de apoio da educação. A tabela salarial dos servidores concursados do ano 2003 regidos pela lei estadual nº 392/2003 esta congelada de forma proposital.

Para sobreviver dessa profissão os servidores de apoio têm que fazerem bicos e trabalhos extras, do contrário a família passa fome.

 

   Tocantins

Seduc admite dívida de R$ 2,5 milhões em salários atrasados

Depois de inúmeras reclamações de professores por falta de pagamento de salários, a Seduc admitiu que deve cerca de R$ 2,5 milhões em salários e que o pagamento dever ser feito ainda nesta semana.

Esta semana a Secretaria admitiu que deve depositar nos próximos dias cerca de R$ 2,5 milhões em salários atrasados.

De acordo com alguns professores, os atrasos chegam até cinco meses, como é caso da professora de História, Marcella Silva, que atua na Escola Presidente Castelo Banco, em Colinas.

A professora reclama que, “o contrato de fevereiro e março foi pago só dia 15 de junho, e só ocorreu porque pessoas reclamaram na mídia pressionando a administração”. Ainda de acordo com a professora, os salários de abril não foram pagos até o momento e não há previsão para recebimento.

A Seduc enviou nota ao Portal T1 Notícias informando que os pagamentos em atraso serão efetuados ainda esta semana. De acordo com a Secretaria, serão cumpridos os contratos de 30 a 90 dias de duração.


Darcy Ribeiro completaria nesta sexta-feira 90 anos. Em homenagem ao mineiro de Montes Claros, morto em 1997, que foi professor, antropólogo, escritor, educador, político, ministro da Educação e membro da Academia Brasileira de Letras, a Biblioteca Nacional relançou ontem um projeto idealizado por ele no início da década de 1960, que acabou sendo abortado pela ditadura militar: a coleção Biblioteca Básica Brasileira (BBB).

Darcy dizia que fracassou em tudo o que tentou na vida, mas que os fracassos eram os orgulhos que tinha. Sua proposta original era lançar dez livros por ano durante uma década. Apenas o primeiro lançamento ocorreu, em 1963. Agora, numa parceria da Fundação Darcy Ribeiro com a Editora UnB e a Fundação Biblioteca Nacional (FNB), a coleção foi ampliada. Terá 150 títulos, que serão doados a 6 mil bibliotecas públicas do País. Os 900 mil livros serão distribuídos em três anos, diz FNB.

"Era um sonho do Darcy. Mas veio a ditadura e proibiu. Livros são subversivos, ideias levam a pensar", diz o sobrinho Paulo Ribeiro, de 53 anos, presidente da Fundação Darcy Ribeiro. Segundo Ribeiro, a ideia da biblioteca foi retomada após a construção, na UnB, do Memorial Darcy Ribeiro, desenhado pelo arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé, e inaugurado em dezembro de 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo presidente do Uruguai, José Mujica.

"O Darcy deu para o memorial o nome de Beijódromo. Ele dizia que era uma analogia com o Sambódromo, que ele criou. Ele não sabia sambar nem dançar, o que gostava era de beijar, por isso queria que fosse construído um Beijódromo."

Os temas da coleção foram definidos por Darcy: O Brasil e os Brasileiros, Os Cronistas da Edificação, Cultura Popular e Cultura Erudita, Estudos Brasileiros e A Criação Literária. "Nosso modelo de País era copiar o que vinha de fora. Darcy sempre foi crítico disso. Queria valorizar autores brasileiros, nossas soluções, a cultura indígena, a herança negra. Por isso a biblioteca abrange todos os ramos: formação econômica, questão histórica, filosofia, romance, poesia, etc."

O projeto tem uma segunda fase, a criação do site Cultive um Livro. Qualquer pessoa poderá se cadastrar, escolher um dos títulos da lista e sugerir seu envio gratuito a uma escola, ponto de cultura ou outra pessoa cadastrada. Nas quatro fases do projeto serão publicados e distribuídos gratuitamente 2,7 milhões de exemplares, sendo 900 mil para as bibliotecas cadastradas.

Paixão

 

A idealização da biblioteca foi só uma das numerosas contribuições desse intelectual que demonstrava um grande amor por seu País e sua gente. "Darcy era um homem apaixonado, antes de tudo. É impossível alguém ter passado perto dele e saído incólume. E esses seres apaixonados são muito generosos, têm a preocupação de deixar um legado para as futuras gerações", diz Irene Ferraz, sua última mulher. Foi com ela que Darcy teve a ideia de criar uma escola de cinema que refletisse a grande diversidade cultural do Brasil.

Mas o intelectual morreu em 1997, de câncer, e não chegou a ver o projeto concretizado. Após cinco anos, começariam as atividades na Escola de Cinema Darcy Ribeiro, da qual Irene é fundadora e diretora, que já formou mais de 3 mil alunos em uma década.

Dentre seus inúmeros "fazimentos", como Darcy costumava dizer, estão ainda a criação do Museu do Índio, do Parque Nacional do Xingu, a fundação da Universidade de Brasília (UnB), da qual foi o primeiro reitor, e a concepção da Universidade Aberta do Brasil, de cursos de educação a distância, e da Escola Normal Superior, para formação de professores do ensino básico.

Seu legado como educador também está na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, da qual foi o mentor quando era senador, e na criação dos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), as escolas de funcionamento em período integral da gestão de Leonel Brizola, implantadas na década de 1980, quando Darcy foi vice-governador do Rio. Na época, foram planejados 515 prédios para abrigar os Cieps. Hoje, há 296 em atividade no Estado, 76 em período integral.

"Quiçá ele não teria pensado: ?Puxa vida, avançamos tanto na economia e na democracia. E ainda estamos devendo a educação para o nosso povo?", diz Irene. As informações são do jornal 

O Estado de S.Paulo


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